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Ame-se mulher!

"... Mulher é a parte mais bela
da história da humanidade,
o mais requintado lado
da simplicidade.

Mulher! És linda!
Nos dramas.
na lida,
nas manhas
na neurastenia.
De cara lavada,
de brinco de pedra,
cabelo amarrado,
como é bela!
Colar de pérolas
cor do coral,
perfume de flor e
creme dental.
Simples, é erudita.

Dê a mulher um poema
e marque com ela um encontro
a poesia será a joia
que ela usará por dentro."

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Eu vou até o sim

Vou ficar aqui
para além do fim
Depois que a vida me negar,
a morte dará seu sim

Depois do não
sempre vem outro sim

Na vida
o tempo do sim é curto
o tempo do não,
sem fim.

Depois do não da vida
sempre virá outro sim

Outrossim
já que vim
Eu vou até o sim.

- Madalena Daltro

autora@globomail.com

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A vida...

A vida está me arrancando os dentes
para que eu não possa mais sorrir,
quase acredito nisso, mas foi pra isso
que cheguei até aqui? (Para não mais sorrir?)

La vita sta tirando i denti
affinché non posso sorridere più,
quasi Credo che, ma è stato per questo
Sono arrivato qui? (Non sorridere più?)

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Soneto do Caixeiro

Soneto do Caixeiro

Em paz se deitam, e adormece
A amada, mas o relinchar abafado
Pelo espanto das trevas, lembra
A prece de uma alma penada.

Não é sonho, pesadelo,
Nem da mente alucinação.
O diabo se mostra lindo,
Jamais como assombração!

São os sons de galopes em fuga
Sob a densa nuvem de estrelas
Deixando o rastro do amante

Corre, abre a porta, é inútil!
Lá fora só as belas jardineiras
Já vai longe o Caixeiro Viajante.


Madalena Daltro

autora@globomail.com

https://www.facebook.com/poesiabrasileira.br