Pular para o conteúdo principal

Soneto do Caixeiro


Soneto do Caixeiro

Em paz se deitam, e adormece
A amada, mas o relinchar abafado
Pelo espanto das trevas, lembra
A prece de uma alma penada.

Não é sonho, pesadelo,
Nem da mente alucinação.
O diabo se mostra lindo,
Jamais como assombração!

São os sons de galopes em fuga
Sob a densa nuvem de estrelas
Deixando o rastro do amante

Corre, abre a porta, é inútil!
Lá fora só as belas jardineiras
Já vai longe o Caixeiro Viajante.


Madalena Daltro

autora@globomail.com

https://www.facebook.com/poesiabrasileira.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu vou até o sim

Vou ficar aqui para além do fim Depois que a vida me negar, a morte dará seu sim Depois do não sempre vem outro sim Na vida o tempo do sim é curto o tempo do não, sem fim. Depois do não da vida sempre virá outro sim Outrossim já que vim Eu vou até o sim. - Madalena Daltro autora@globomail.com https://www.facebook.com/madalenadaltro

O Mundo Caracol na Feira de Literatura Infantil de Taubaté - FLIT 2017

Eu sumi por conta das vicissitudes da vida, não porque esqueci de você, por favor, me entenda. Trouxe novidades. O livro infantil: O Mundo Caracol na lista dos mais vendidos na FLIT - Taubaté-SP Dá uma olhadinha e fica a dica para o dia das crianças. http://sacizal.com.br/index.php/2017/09/12/lista-de-livros-mais-vendidos-na-flit-no-dia-11-de-setembro/