Pular para o conteúdo principal

Releitura do poema "Sou como o mato que cresce"

E se o abandono vem implacável,
preciso me lembrar que sou como aquele matinho que cresce nas fissuras das pedras,
pode arrancar-me, queimar-me, pisotear-me, mas eu broto de novo,
sem adubo e sem ninguém regar, sem regalias, sem sombra.
Sou mato, não mato, não mordo e não tenho espinhos, apenas broto...Seco, morro e broto,
nasci mato e como mato hei de brotar de novo, e mais uma vez, e outra...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu vou até o sim

Vou ficar aqui
para além do fim
Depois que a vida me negar,
a morte dará seu sim

Depois do não
sempre vem outro sim

Na vida
o tempo do sim é curto
o tempo do não,
sem fim.

Depois do não da vida
sempre virá outro sim

Outrossim
já que vim
Eu vou até o sim.

- Madalena Daltro

autora@globomail.com

https://www.facebook.com/madalenadaltro

A vida...

A vida está me arrancando os dentes
para que eu não possa mais sorrir,
quase acredito nisso, mas foi pra isso
que cheguei até aqui? (Para não mais sorrir?)

La vita sta tirando i denti
affinché non posso sorridere più,
quasi Credo che, ma è stato per questo
Sono arrivato qui? (Non sorridere più?)

autora@globomail.com

https://www.facebook.com/madalenadaltro

https://www.facebook.com/poesiabrasileira.br

Conto de Fada Fatigada entre a Cruz e a Espada.

"Gosto da Fada Sininho, da Barbie e da Bela Adormecida...
Gosto de Nossa Senhora de Fátima, Assunção e Conceição Aparecida...

Mas sou da linhagem das Fionas
e minha devoção é de
Santa Joana D'Arc
e
São Nuno de Santa Maria...

Como os de Santo Expedito
meus pés estão no chão.
O alto da torre é para as
Rapunzel, Fátima e
Assunção
Preciso de precisão
porque a mim sobrou o fel...

O meu Castelo,
É um elo casto, de lenço, sem véu ao vento,
atravesse o pântano para entrar na festa...
Lá, um tonel aguarda ardente,
com água doce, e sal com mel..."

- Madalena Daltro.