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Releitura do poema "Sou como o mato que cresce"

E se o abandono vem implacável,
preciso me lembrar que sou como aquele matinho que cresce nas fissuras das pedras,
pode arrancar-me, queimar-me, pisotear-me, mas eu broto de novo,
sem adubo e sem ninguém regar, sem regalias, sem sombra.
Sou mato, não mato, não mordo e não tenho espinhos, apenas broto...Seco, morro e broto,
nasci mato e como mato hei de brotar de novo, e mais uma vez, e outra...

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Eu vou até o sim

Vou ficar aqui
para além do fim
Depois que a vida me negar,
a morte dará seu sim

Depois do não
sempre vem outro sim

Na vida
o tempo do sim é curto
o tempo do não,
sem fim.

Depois do não da vida
sempre virá outro sim

Outrossim
já que vim
Eu vou até o sim.

- Madalena Daltro

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A vida...

A vida está me arrancando os dentes
para que eu não possa mais sorrir,
quase acredito nisso, mas foi pra isso
que cheguei até aqui? (Para não mais sorrir?)

La vita sta tirando i denti
affinché non posso sorridere più,
quasi Credo che, ma è stato per questo
Sono arrivato qui? (Non sorridere più?)

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Soneto do Caixeiro

Soneto do Caixeiro

Em paz se deitam, e adormece
A amada, mas o relinchar abafado
Pelo espanto das trevas, lembra
A prece de uma alma penada.

Não é sonho, pesadelo,
Nem da mente alucinação.
O diabo se mostra lindo,
Jamais como assombração!

São os sons de galopes em fuga
Sob a densa nuvem de estrelas
Deixando o rastro do amante

Corre, abre a porta, é inútil!
Lá fora só as belas jardineiras
Já vai longe o Caixeiro Viajante.


Madalena Daltro

autora@globomail.com

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