Na vida ninguém me segurou
Nem mãe, nem amor
Nem homem, nem mulher
Nem trabalho, nem dinheiro.
Filhos talvez,
mas nem eu mesma me seguro,
porque quando não quero,
me forço a fazer até o que não espero
Mas uma bactéria, ah!
Essa me agarra, me sufoca a boca,
me dobra, humilha, deprime
e me faz ensaiar a rendição para a morte.
Essa sim, irá me segurar o corpo,
mas não as minhas palavras,
o que me segura é invisível a olho nu.
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