sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Releitura do poema "Sou como o mato que cresce"

E se o abandono vem implacável,
preciso me lembrar que sou como aquele matinho que cresce nas fissuras das pedras,
pode arrancar-me, queimar-me, pisotear-me, mas eu broto de novo,
sem adubo e sem ninguém regar, sem regalias, sem sombra.
Sou mato, não mato, não mordo e não tenho espinhos, apenas broto...Seco, morro e broto,
nasci mato e como mato hei de brotar de novo, e mais uma vez, e outra...

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