domingo, 13 de novembro de 2016

Soneto do Caixeiro


Soneto do Caixeiro

Em paz se deitam, e adormece
A amada, mas o relinchar abafado
Pelo espanto das trevas, lembra
A prece de uma alma penada.

Não é sonho, pesadelo,
Nem da mente alucinação.
O diabo se mostra lindo,
Jamais como assombração!

São os sons de galopes em fuga
Sob a densa nuvem de estrelas
Deixando o rastro do amante

Corre, abre a porta, é inútil!
Lá fora só as belas jardineiras
Já vai longe o Caixeiro Viajante.


Madalena Daltro

autora@globomail.com

https://www.facebook.com/poesiabrasileira.br

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