sábado, 12 de setembro de 2015

Lá vai ela...


"Lá vai ela!
Requebrando...

Vai idade!
Vaia a
vaidosa vida..."

- Madalena Daltro

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sábado, 22 de agosto de 2015

Façamos a vida valer a pena

A gente passa mais tempo morto,
do que vivo...

Há quanto tempo existe esta humanidade?

E quanto tempo vivemos em idade?

E quando a gente vem ao mundo... O que fazemos?

Passamos mais tempo preso
do que livre;
mais tempo pobre
do que rico;
mais tempo burro
do que sábio;
mais tempo preocupado
do que resolvido;

Mais tempo atrapalhando,
do que ajudando;

Mais morto,
do que vivo...

Façamos a vida valer a pena!!
Dê valor a tudo que tens, começando pelos rins e risos. ;-)

Madalena Daltro
autora@globomail.com

domingo, 16 de agosto de 2015

O profeta*, o ditado e a poeta



"A serra não se levanta contra o serrador,
não é o machado que move o braço...

Nem é o rabo que balança a vaca,

Mas é a mosca que move o rabo do
cavalo baio e o braço do lenhador..."


- Madalena Daltro.
*Isaías

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Da visão de mundo...

Olá!

Um digno formador de opinião, não impõe a própria opinião, mas com respeito, apresenta em pé de igualdade às várias opções de interpretações, e dá condições do indivíduo formar a própria opinião com base em critérios éticos.

Não se deixe subjugar pelas eloquências das palavras e altos tons de vozes... E lembre-se:

"Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal,
que mudam as trevas em luz e a luz em trevas,
que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!" (Isaías)

Vamos recusar as distorções e clarear a visão de mundo.

O correto não prejudica o honesto.

Bj!
Madalena Daltro.


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terça-feira, 26 de maio de 2015

Tributo à dignidade

Oláá!!

Alguém aí? :-)

Semanas atrás terminei a leitura do livro: Amor de Perdição, do escritor português, Camilo Castelo Branco. O livro escrito em 1861 é simplesmente formidável, talvez potencializado por se tratar de uma história real. Algumas dificuldades nas primeiras 3 ou 5 páginas, depois é uma leitura indescritível, a ponto de eu enrolar a leitura nas últimas páginas para tentar esticar o livro um bocadinho mais. A história de vida do autor é outro ponto maravilhoso.
Mas por que estou falando sobre isso mesmo? ...
Ah! Lembrei-me.
Algumas passagens são tão aplicáveis nessa nossa realidade, que me causa novamente a sensação de que, essencialmente, nada muda.
Ontem eu me lembrava daquele caso do motorista de ônibus de uma linha que fazia Nova Friburgo x Rio de Janeiro. Vamos recordar o caso: Joilson Chagas, em vistoria ao interior do ônibus, encontrou uma pasta com mais de 74 mil reais. Ele prontamente procurou o dono e devolveu o dinheiro. Curioso é que o Joilson estava desabrigado, pois em 2011 houve alguns deslizamentos de terra e a sua casa havia desabado naquela tragédia ocorrida na Região Serrana. Não bastasse isso, a esposa dele estava grávida de 5 meses. Pois bem, tendo feito isso, naturalmente, a empresa se viu no dever moral de homenageá-lo. O impressionante disso tudo, não foi a atitude de Joilson Chagas, isso se chama honra, essa palavrinha que segundo o dicionário Houaiss é “... dignidade e honestidade moral. Marca de distinção ...”. Você que não se lembra desse caso faz ideia do que aconteceu com Joilson? Então, o impressionante disso tudo, foi que ele virou motivo de piada, teve seu crachá jogado dentro do vaso sanitário e no banheiro foi escrito “Chagas Otário”.
Assim como eles não entenderam a atitude de Chagas, eu não entendo a atitude deles. Talvez porque a humanidade esteja dividida em legiões, do bem, do mal, dos que têm personalidade, dos que não têm, dos que caem, dos que derrubam, dos dignos, dos indignos...
O que isso tem a ver com o livro?
Uma frase:
“Tenho a demência da dignidade: por amor da minha dignidade me perdi; quero agora ver a que extremo de infortúnio ela pode levar os seus amantes.”
A dignidade é cara porque é rara.
Tem que ter coragem para ser digno, porque, coragem quer dizer “força moral”.
Esse é apenas mais um dos inúmeros mistérios da humanidade, fazemos tudo certinho, sofremos e não nos conformamos.
Talvez porque mesmo sendo dignos, não estamos dando o devido valor à dignidade. Já viu alguém fazer o mal chorando? Pelo contrário, a expressão conhecida é: mata sorrindo.
Mesmo que a dignidade seja vista por alguns como “demência” ela é marca de distinção que atribui pessoas a uma ou outra legião.
É como eu sempre digo: - enquanto houver gente do bem, fazendo o bem, a maldade jamais será unanimidade, e isso dá força e sentido na vida.

Madalena Daltro
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Crônica da Sirigaita

Sobre os produtos que provocaram uma revolução na vida das mulheres, arrisco afirmar que a Máquina de Lavar Roupas esteja presente em todas as listas.
A geladeira, o ferro elétrico, o fogão a gás e o micro-ondas também têm o seu lugar ao sol, mas a Máquina de Lavar é, para mim, a marca da emancipação.
Talvez seja porque eu cheguei a lavar muitas roupas no tanque, calça jeans com escova e sabão em barra...
Na minha casa havia um ferro à brasa, que era da minha avó, mas quando eu nasci, o ferro elétrico já era popular, diferente da máquina de lavar.
A minha mãe era costureira, e tinha uma máquina de costura, daquelas antigas, enormes, de pedal, mas tudo isso era tão comum como copo de requeijão ou de geleia de Mocotó Imbasa.
Nunca passou pela minha cabeça que a Máquina de Costura fora tão revolucionária quanto a Máquina de Lavar Roupas. Aliás, em muitas pesquisas ela nem entra na lista.
Os equipamentos são revolucionários conforme a época, só quem viveu sem, sabe dar o valor que tem.
Mas fazendo um retrocesso imaginário, de todos esses maquinários domésticos, eu não me vejo sem dois, as Máquinas de costurar e de lavar.
E foi Aluísio Azevedo quem me fez chegar a essa conclusão, no relato que faz na sua magnífica obra O Mulato. Eis o que diz:
“...- No seu tempo, dizia ela com azedume, as meninas tinham a sua tarefa de costura para tantas horas, a haviam de pôr pr’ali o trabalho! se o acabavam mais cedo, iam descansar?... Boas! desmanchavam, minha senhora! desmanchavam para fazer de novo!
E hoje?... perguntava, (...) – hoje é o maquiavelismo da máquina de costura!
Dá-se uma tarefa grande e é só “zuc-zuc-zuc!” e está pronto o serviço!
E daí, vai a sirigaita pôr-se de leitura nos jornais, tomar conta do romance ou então vai para a indecência do piano!
E jurava que filha sua não havia de aprender semelhante instrumento, porque as desavergonhadas só queriam aquilo para melhor conversar com os namorados, sem que os outros dessem da patifaria!
Também dizia mal da iluminação à gás:...” Mas aqui não vou dizer a razão dela porque vale a pena ler ou reler essa obra primorosa.
Imagina não poder ler por falta de tempo!
Consegue imaginar isso?
Que ironia...
Tempo é uma questão de prioridade, mas parece que já nascemos com as prioridades estabelecidas... Ok, mas temos as máquinas, então, vamos aos livros e as indecências dos pianos! E sejamos todas sirigaitas.

- Madalena Daltro.
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sábado, 11 de abril de 2015

Uma questão de direito


"'tudo o que disseres,
pode e será usado'
a meu favor no tribunal da vida.

Todo e qualquer insulto
ou assédio moral que eu vir a sofrer,
pode,
e será usado,
como entulho
para nivelar o terreno
antes de erguer uma obra.

De alguma forma,
o que me disseres
será alicerce
da construção
que abrigará
as tuas vítimas."

- Madalena Daltro.

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

"- Eu não sirvo pra nada!"


Então quando se diz, enfaticamente:

-Eu não sirvo pra nada!

O que quer essa sentença dizer?

Que estamos aqui para servir,
ser útil a algo,
ou a alguém.

O ser
quer
ser útil.

A vida só faz sentido com o reconhecimento de sua utilidade.
Útil na fé, no amor, na força de vontade...

Um ser sem utilidade torna-se pernicioso, amargo, autodestrutivo...
Porque ele sente necessidade de fazer algo.
E se não constrói,
enferruja
e destrói...

Quando um povo diz
que quer emprego,
o governo deveria se ajoelhar diante dele.

- Madalena Daltro

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sábado, 4 de abril de 2015

Mostra de Contradição

"Essa tragédia que é a miséria humana
só não me escandaliza mais
do que essa minha irracional
vontade de viver, e assim,
nessa miséria permanecer.

Por essa mostra de contradição
meço a minha mediocridade."

- Madalena Daltro.

terça-feira, 31 de março de 2015

Conto de Fada Fatigada entre a Cruz e a Espada.

"Gosto da Fada Sininho, da Barbie e da Bela Adormecida...
Gosto de Nossa Senhora de Fátima, Assunção e Conceição Aparecida...

Mas sou da linhagem das Fionas
e minha devoção é de
Santa Joana D'Arc
e
São Nuno de Santa Maria...

Como os de Santo Expedito
meus pés estão no chão.
O alto da torre é para as
Rapunzel, Fátima e
Assunção
Preciso de precisão
porque a mim sobrou o fel...

O meu Castelo,
É um elo casto, de lenço, sem véu ao vento,
atravesse o pântano para entrar na festa...
Lá, um tonel aguarda ardente,
com água doce, e sal com mel..."

- Madalena Daltro.

sábado, 17 de janeiro de 2015

O conhecimento é 'infingível'

"O conhecimento sempre é o melhor investimento.
Podes ficar nu,
o diferencial está por dentro, e isso, ninguém rouba.
Alguns até tentam fingir ter, mas não conseguem.
Podem fingir ter amor, dinheiro, poder, isso pode até convencer inicialmente,
mas o conhecimento é como a visão,
sempre chega na frente,
e se apresenta como é,
em sua total dimensão,
limitado ou não.
O conhecimento é o pai da sabedoria
e seu DNA é 'infingível'."

- Madalena Daltro.