quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Viva a vida!!!

Apatia - Livro Poesia Chick Lit 1

"Recuso-me a passar uma vida no marasmo da apatia
no conforto da inércia
na física estática de um livro na estante
empoeirado...

Apatia que inibe as glândulas de produzirem os hormônios mais vitais

Letargia que força um ciclo lento
de inércia
e apatia
apatia
e inércia
que embaça a vista
e faz ver o mundo colorido
embaçado, preto e branco..."

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Matéria: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1207526-concorrencia-inflaciona-aluguel-de-espacos-em-livrarias-e-reduz-variedade-dos-destaques.shtml

Sabe a foto do meu livro na vitrine da livraria? A que eu postei ontem? Então...

Hoje eu estava relendo essa matéria (de 2012) para renovar a minha teimosia, acho que viciei na adrenalina da expectativa, será que vou ouvir um não, um sim, serei apedrejada, ou ignorada? Quanto mais difícil, mais sedutor.

Não tenho padrinho editor, não tenho empresário, nem patrocinador, não tenho fama, nem dinheiro, e das centenas de amigos.... apenas uns 50, aproximadamente, compraram o meu primeiro livro.

Pense você, que para eu comprar 1 par de tênis de corrida, para a minha pisada, eu teria que vender 70 livros.

O autor fazer seu nome? Hum... Vai nessa! Vale a lei do real e do marketing. Fora isso, a lei da teimosia.

E pensar que tem editora pagando mais de R$5.000,00, (CINCO MIL reais) para um espaço na vitrine, destinado aos seus
R E N O M A D O S e C O N S A G R A D O S autores. Ahã, sei!...

Eles são renomados porque foram patrocinados ou são patrocinados porque eram renomados?
Talvez um caso ou outro seja enquadrado na máxima: cada caso é um caso, não vou ser radical, eu sou compreensiva...

Mas com um patrocínio editorial desses, com certeza eu teria chance de ficar renomada/consagrada, quero ver fazer faxina, ler, lavar, escrever, passar roupas, correr, cozinhar, fazer contas, bater de porta em porta... Mas querem saber?
Tenho uma determinação tão irreverente que até a mim impressiona, são tantos nãos..., mas pior que um não é ser solenemente ignorada.
Mas eu ainda não estou ligando pra isso, porque mesmo assim, meu patrocinador fez meu livro ir parar na vitrine e ficar bem pertinho do Vinicius de Moraes. E eu estou bem feliz! É um excelente começo!!!

Ah! Meu patrocinador? Eu falei dele no livro.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1207526-concorrencia-inflaciona-aluguel-de-espacos-em-livrarias-e-reduz-variedade-dos-destaques.shtml

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Foto


Escrever no Brasil é um ato de resistência, e ler é revolucionário!

Como se não bastasse o meu singelo livro estar na vitrine da Cia do Livro - Vassouras, ele está pertinho do Vinicius de Moraes.


domingo, 20 de outubro de 2013

Dar é o melhor negócio!


Tem gente que só quer a parte do "venha a nós"
ao "vosso reino" nada.

Perde tempo quem espera ter abertura, ou mesmo uma perspectiva de reciprocidade para poder dar alguma coisa, um sorriso que seja.
Mas uma pessoa apaixonada pela vida dá bom dia pra lua, dá boa noite a quem anda na rua, canta e encanta; dá, dá, dá e é feliz.

Dar alguma coisa, é questão de atitude, de desprendimento.
Dê ao mundo o que o mundo não tem, isso é fazer a 'minha parte',não espere nada em troca, é puro desgaste.

Eu sei que o ato de dar às vezes é desencorajado em uma sociedade que sofre de transtorno compulsivo por acumulação.
Nela você é, o que você aparenta ter.

Talvez isso explique o tom pejorativo dirigido às pessoas que dão o que tem custo zero...
Dizem as más línguas: - fulano(a) é muito dado(a)...
Ih! Ser "dado" guarda em si tantos defeitos que o sujeito fica isolado como se tivesse uma doença contagiosíssima.

Sabe aquela fulana que é dada demais?
Pois é, não dormiu em casa em plena noite de sábado,

ela passou a madrugada dando...

Deu tudo o que podia e o que não devia...

Deu parte do seu salário para compras de fraldas descartáveis
e passou a noite no orfanato dando atenção
e cuidando das crianças nascidas com sequelas do crack.

Com isso, deu também um dia de folga para a assistente.

Na volta pra casa, o carro sem combustível a fez pegar carona
com um desconhecido, advinha o que disseram às más línguas da vizinhança?

Quem se importa com as más línguas?
Dar é o melhor negócio!

Madalena Daltro.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Amor

Trouxe alguns versos do poema Amor (do livro Poesia Chick Lit 1),
escrito sob a inspiração do verso "Eu sou poeta e não aprendi a amar"

"Têm mulheres com muito amor
mas eu sempre dou um:
- que se dane!
Nunca consegui ser flor
nem Heloísa de Notre-Dame."

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Crônica à la Dª. Evani

Crônica à la Dª. Evani


“Zero Hora — E onde a senhora está?¹
Evani — Estou na BR-101. Graças a Deus estou bem, sou eu que dirijo. Mas não sei qual é a cidade. É um restaurante onde os ônibus param, perto de Garopaba. Vou tomar alguma coisa e dar uma descansada.”

A Dª Evani é daquelas mulheres de atitude invejável e muito bem antenada, mas você pode dizer: - ela não sabe a cidade em que está! Ora, isso não é problema dela. De norte a sul desse Brasil, passamos por muitos lugares onde, não vemos placas, nem mesmo um bendito cartaz, ou bilhete que seja; colado num poste de madeira indicando a cidade, e se for um povoado então, esquece.
Quando fui conhecer a Cidade de Goiás (Goiás Velho) aventurei-me pela rodovia Belém-Brasília sentido Belém, na margem direita apenas árvores, na margem esquerda árvores apenas, e raramente conseguia ver a placa que marcava o km da rodovia, por isso pensava; devo ter passado da entrada. Assim, quando avistava uma subida, lá a perder de vista, imaginava: ali do alto verei um posto de gasolina ou um borracheiro, não é possível! Lá chegando, nada, apenas o horizonte. No susto de estar perdida pensei ter saído da Belém-Brasília. Depois de muito rodar avistei um povoado, tinha uma quitanda, umas casinhas geminadas e um posto de gasolina sem nenhum nome, apenas as bombas e o borracheiro, foi ali mesmo que estacionei. O lugar parecia aquele cenário do filme Central do Brasil, onde Dora, personagem de Fernanda Montenegro, chora quando vê César, personagem de Othon Bastos, ir embora com seu caminhão levantando poeira.
Pois bem, ali, às margens da rodovia logo avistei um rapaz, bem apessoado, varrendo algumas folhas no chão de terra, ele usava uma daquelas vassouras sustentáveis feitas de ramos secos. Aproximei-me dizendo:
-Bom dia!
-Bom dia!
- Essa estrada é a Belém-Brasília?
- Não, essa estrada leva pro Pará, é só seguir nela toda vida.
- Ah! E a entrada para Goiás Velho, é mais adiante?
- Hum... (coçando a cabeça) não sei não senhora.
Costumo ter sempre um mapa, mas precisava me situar, saber onde eu estava, então, querendo encerrar a prosa perguntei:
-E que lugar é esse aqui que nós estamos?
- Aqui... Aqui eu não sei não.
- O Sr. não é daqui?
-Sou, mas aqui não tem nome não.
- Obrigada. (incrédula)
Resolvi seguir adiante até que uma placa surgisse no caminho, eis que surge a Cidade de Goiás, a terra da querida Cora Coralina.
O rapaz tinha razão. Já situada no mapa, vi que ali não tinha nome, apenas o número do km da rodovia, que lá, não via, e que a essa altura não me recordo mais qual era. Assim como a Dª. Evani, se me perguntarem respondo: - é a rodovia Belém-Brasília. “Mas não sei qual é a cidade”. É um lugar onde os carros param para abastecer, e fica perto da Cidade de Goiás. Vou abastecer o carro e seguir adiante, porque esse também é o nosso Brasil.

¹ http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/10/idosa-dada-como-desaparecida-estava-viajando-pelo-litoral-catarinense-4301744.html?utm_source=Redes%20Sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O que me segura é invisível a olho nu


Na vida ninguém me segurou
Nem mãe, nem amor
Nem homem, nem mulher
Nem trabalho, nem dinheiro.

Filhos talvez,
mas nem eu mesma me seguro,
porque quando não quero,
me forço a fazer até o que não espero

Mas uma bactéria, ah!
Essa me agarra, me sufoca a boca,
me dobra, humilha, deprime
e me faz ensaiar a rendição para a morte.

Essa sim, irá me segurar o corpo,
mas não as minhas palavras,
o que me segura é invisível a olho nu.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Tristeza

Tristeza, venha alegrar meu dia
inspirar minha poesia,
esgotar minha energia,
me fazer dormir na madrugada fria.

Tristeza fiel a mim, vem
temporária como vendaval,
sei que vai embora levando o mal
deixando a alegria me ocupar de volta

Tristeza, venha me deixar quietinha,
no canto esquecida, renovando a pele,
pele morta, suja de energia ruim.
Não tenho medo de ti!

Estou viva! Então vem tristeza!
Banhe-se nas minhas lágrimas
lave-me, leve-me e deixa-me,
como aquele que ontem me amou e sumiu.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Releitura do poema "Sou como o mato que cresce"

E se o abandono vem implacável,
preciso me lembrar que sou como aquele matinho que cresce nas fissuras das pedras,
pode arrancar-me, queimar-me, pisotear-me, mas eu broto de novo,
sem adubo e sem ninguém regar, sem regalias, sem sombra.
Sou mato, não mato, não mordo e não tenho espinhos, apenas broto...Seco, morro e broto,
nasci mato e como mato hei de brotar de novo, e mais uma vez, e outra...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

In tei ro - do livro Poesia Chick Lit

Não quero um fragmento
Ou uma citação que cause impacto
Quero um poema inteiro
Mesmo que seja ácido

Não quero uma esmola
Quero o nada que dá impulso
O nada que move a força
A força que move tudo

Não quero uma cópia
Quero o original
Quero uma trova
Mas que não haja igual

Não quero ser mesquinha
Conformada com quase tudo
Sacuda meu corpo com a simplicidade
Mas que seja inteiro

Então, dê-me uma música!
Quero a intensidade
O suspiro profundo
Sair desse mundo

Quero uma palavra
Não abreviada
Que seja inteira
Distinta ou camuflada

Que me faça rir
Que me surpreenda
Que me faça refletir
Que me compreenda
Que me faça amante
Que me encante
Que seja inteiro!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Vou navegando em busca da felicidade..." O samba dos sambas

Peguei um Ita no norte - Salgueiro 1993

"Lá vou eu... Me levo pelo mar da sedução (sedução)
Sou mais um aventureiro Rumo ao Rio de Janeiro
Adeus, Belém do Pará
Um dia volto, meu pai
Não chores pois vou sorrir
Felicidade o velho Ita vai partir

Oi no balanço das ondas...
Eu vou No mar eu jogo a saudade... amor (bis)
O tempo traz esperança e ansiedade
Vou navegando em busca da felicidade

Em cada porto que passo
Eu vejo e retrato, em fantasias
Cultura, folclore e hábitos
Com isso refaço minha alegria

Chego ao Rio de Janeiro
Terra do samba, da mulata e futebol
Vou vivendo o dia-a-dia
Embalado na magia
Do seu carnaval

Explode coração
Na maior felicidade (bis)
É lindo o meu Salgueiro
Contagiando, sacudindo essa cidade"

Diz

Diz, diz, diiiz...
Repete, repete, repeete...
Amo, amo, amoo...
Tanto tempo sem ouvir, por isso, peço para repetir,
peça para repetir o que você quer ouvir,
e grave no eco da eternidade...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Você é importante!

Tenha certeza que você é importante pra alguém...
Alguém que te espera sem que você saiba,
que te monitora na rede sem você saber,
não curte nada seu em público para não dar o braço a torcer...

Tem alguém que te espreita pra sentir o seu perfume...
Alguém que observa seu jeitinho de andar, de sorrir e de falar...
Alguém que te admira com desdém, por não ter sua companhia...
Alguém com uma timidez implacável que impede de demonstrar que te admira...

Alguém que se inspira em você para continuar vivendo, mesmo sem você saber...
De longe ou de perto, você é importante para alguém,
é a lei do universo, tão certo quanto o amanhecer...

Se preciso for

Se preciso for, eu dobro o amor, o enfio no bolso e vou embora a pé...
Se preciso for, eu me beijo, me olho no espelho e me amo na escuridão...
Se preciso for, eu não amo, namoro meu sonho e de mim mesma transbordo...
Se preciso for, vou com cuidado, cautelosa, mas vou, piso na brasa, enfrento o fogo do amor e da dor...
Se preciso for, me alongo nos instantes do tempo ou desapareço de vez...
Se preciso for, eu vou ou fico...
Apenas se for preciso,
porque o impreciso,
ah! Esse me irrita.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Inquietação

Às vezes a minha inquietação é tão intensa que me deixa paralisada.
Então escrevo e penso:
por que escrevo?
E Leminski me responde.

Razão de ser

"Escrevo.
E pronto.
Escrevo porque preciso preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?"

Paulo Leminski

Recomeço

Vou retomar esse blog! ;-)
É hora de recomeçar!

"Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça."

Cora Coralina